Bom, há um ano que me mudei para São Paulo e tenho que dizer que adoro esta cidade!
Claro que sinto muitas saudades dos meus amigos e família no Reino Unido e a Espanha, mas a diversidade que São Paulo alverga só enriquece minha experiência ao redor do mundo.
As ruas da capital Paulistana são como as páginas de um livro. Cada dia te contam uma história diferente, cada dia uma nova forma de expressão artística surge na cidade!
Neste primeiro post em português, vou falar sobre um tema um tanto polêmico que desde que vi o filme Cidade Cinza, tem ocupado minha cabeça.
Eu, como amante da arte de rua, deveria defender os direitos dos artistas a quer preservar suas obras e se expressar abertamente, mas me encontro em um pequeno dilema comigo mesma neste sentido. No filme falavam o mão que muitos artistas se sentem quando vem que seu trabalho de horas e inclusive dias têm sido destruído e apagado. Por outro lado cade o direito da pessoa que salva uma grana suficiente para se comprar uma casinha modesta, pinta-la nas cores que deseja e no dia seguinte aparece com a fachada "grafitada" ou "pinxada"? A questão é: aqueles que buscam uma forma de se expressar ou revelar contra o sistema estão ao mesmo tempo suprimindo a liberdade de expressão dos outros? Realmente são pessoas talentosas de classes sociais discriminadas querendo falar para o mundo, ou pelo contrario são filhos de papai achando-se estar na moda e procurando a atenção dos seus ricos pais?
Um grafite me comunica talento, vontade de fazer algo para mudar o mundo, vontade de alegrar as pessoas que a cada dia passam pela mesma rua com a mesma rotina de sempre, uma mente criativa que não se rende a ser miserável. Uma pixacão me comunica inconformismo, fechamento, e rechaço a essa sociedade que eles mesmos sustentam.